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Brasília – O chanceler Aloysio Nunes Ferreira defendeu nesta segunda-feira (4) em Washington (EUA) a suspensão da Venezuela da OEA (Organização dos Estados Americanos) por não descumprir a Carta Democrática.

“A Venezuela subscreveu a Carta Democrática da OEA, e o fez livremente, assim como o Brasil. Isso não pode ficar letra morta. Na medida em que o país descumpre esse compromisso fundamental, não há alternativa a não ser a suspensão”, afirmou o Ministro das Relações Exteriores, que chefia a delegação brasileira na organização.

Ele também disse que a libertação dos presos políticos pelo presidente Nicolas Maduro às vésperas da Assembleia da OEA não muda a posição do Brasil sobre Caracas, mas revela uma tendência no rumo da descompressão política.

A Carta Democrática foi criada em 2001 para garantir o funcionamento das democracias. A suspensão de um país por não seguir seus princípios é amparada pelo artigo 21.

Diálogo

Perguntado sobre como aquele país pode sair da crise na qual se encontra, Aloysio Nunes disse que a situação só será resolvida por meio de diálogo com a oposição.

“Nós não podemos resolver a situação da Venezuela sem que haja uma mobilização em torno de projetos de superação da crise política e econômica. Sem isso não há a menor mudança. A pressão internacional sozinha não resolve”.

O ministro disse ainda que, mesmo com limitações, há ainda no país governado por Maduro espaço para manifestações políticas.

“Houve recentemente eleições, há jornais com liberdade de circular. Mesmo com todas as limitações, a Assembleia Nacional está reunida, o mesmo ocorre com o exercício da política, como tivemos no Brasil durante a ditadura. ”

O ministro Aloysio Nunes contou que a oposição brasileira, depois de superado o momento de complexidade, conseguiu encontrar um caminho para se organizar para girar em torno dela a esperança do povo. “É isso que precisa acontecer na Venezuela”, finalizou.

Ele lembrou que no período da ditadura não houve crise humanitária no Brasil. Mas ponderou que esse é um fator que aumenta o desgaste do regime Maduro.

Cooperação

Aloysio Nunes reiterou que o Brasil tem relações diplomáticas com a Venezuela e enumerou propostas feitas ao presidente Maduro, importantes no entender do governo brasileiro, como cooperação em vigilância epidemiológica, em segurança de fronteira, envio de medicamentos, especialmente vacinas, um sem número de vezes.

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