Joanesburgo – O BRICS deve manifestar “liderança e protagonismo” eficiente em defesa da Organização Mundial do Comércio (OMC) e do multilateralismo, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, nesta quarta-feira (25).

“Essa é uma posição de princípio do Brasil [que está] inscrita, inclusive, em nossa Constituição”, disse durante conferência no Business Forum do bloco, que acontece em Joanesburgo (África do Sul).

O chanceler registrou ainda sua preocupação com o avanço do protecionismo no planeta e o surgimento de nacionalismos, “muitas vezes acompanhados de xenofobia”, e a criminalização da imigração. “O Brasil se coloca, especialmente [ao lado] dos países do BRICS, na contracorrente dessa tendência”, frisou.

Em sua fala, o ministro destacou ainda que o fluxo comercial entre os países do bloco (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) ainda é pequeno. Ele ressaltou a necessidade de que os governos garantam um quadro jurídico favorável aos negócios e promovam a integração entre os empresários.

“No caso do Brasil, nós buscamos no atual governo criar condições para investimentos em setores chave da nossa economia, como petróleo e gás”, disse Aloysio Nunes. “[Além de] eliminar restrições à atuação de companhias estrangeiras e estabelecer regras equitativas para investidores estrangeiros e brasileiros”.

O chanceler mencionou também que, sem prejuízo da atuação brasileira na OMC, o país trabalha para criar acordos comerciais entre os países do Mercosul e outras nações. O bloco já está em negociação com países como Canadá, Singapura, Coreia do Sul, além do EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio).

“Há um interesse do setor privado do Japão e do Brasil para haver um acordo entre Mercosul e o Japão. Nós nos esforçamos também para ter uma pauta de preferências comerciais mais ampla com a Índia em particular”, afirmou o ministro.

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