Encontro da Cúpula do Mercosul no último mês de julho, em Mendoza (Argentina). (Crédito: Divulgação Planalto)

Encontro da Cúpula do Mercado Comum do Sul (Mercosul) no último mês de julho, na cidade de Mendoza (Argentina). (Crédito: Divulgação Planalto)

Brasília – O governo brasileiro vai propor a Mercosul uma nova suspensão à Venezuela por não cumprimento do Protocolo de Ushuaia, que prevê o respeito à democracia entre os países do bloco. Os chanceleres dos países fundadores (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) vão se reunir neste sábado (5), em São Paulo (SP), para discutir a aplicação da cláusula democrático ao país governado por Nicolás Maduro.

“O governo de um país democrático não pode conviver, de braços cruzados, com uma ditadura ao nosso lado. Houve uma ruptura da ordem da ordem democrática na Venezuela e, por consequência, nós vamos propor que ela seja suspensa do Mercosul até que a democracia volte”, disse o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira.

Atualmente, a Venezuela já está suspensa do Mercosul com base na Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados pela não efetivação de obrigações comerciais fechadas em 2012. Em dezembro do ano passado, os quatro países fundadores decidiram pela suspensão.

A principal diferença de uma nova suspensão é que, com a aplicação do Protocolo de Ushuaia, Caracas só poderá retornar ao Mercosul quando houver o restabelecimento da ordem democrática.

“Evidentemente, essa decisão cabe ao colegiado dos quatro países fundadores do Mercosul”, enfatizou o chanceler brasileiro. “Nós estamos fazendo todos os esforços – em todas as instâncias internacionais em que participamos – para pressionar diplomaticamente a Venezuela para que a democracia volte àquele país”.

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