Montevidéu, com Planalto – Integrantes do Mercosul (Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai) assinaram nesta segunda (17) um memorando de cooperação econômica e comercial com a União Econômica Eurasiática (UEE). A assinatura da parceria com o grupo – composto por Rússia, Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão e Quirguistão – ocorreu durante a reunião de cúpula do bloco sul-americano.

Com o documento, os dois grupos abrem diálogo para aprofundar relações comerciais e econômicas. Juntas, as economias do Mercosul e UEE representam 6,5% do PIB mundial. Pelo governo brasileiro, o texto foi assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira.

“Não há incompatibilidade entre Mercosul e a abertura econômica com o mundo e nós estamos demonstrando isso”, afirmou o chanceler brasileiro. Ainda falando sobre o bloco regional, ele ressaltou que o país tem muito a ganhar. “Tivemos superávit comercial nos últimos 10 anos maior do que tivemos com a China. Um comércio de grande qualidade, uma vez que a maior parte das nossas exportações é do setor manufatureiro”, avaliou.

De acordo com o Planalto, o Mercosul é o principal destino das exportações brasileiras, com um superávit comercial de US$ 87,6 bilhões nos últimos dez anos. No mesmo período, o valor resultante do comércio com a China foi de US$ 74,1 bilhões.

Argentina

Também nesta segunda durante a cúpula, o ministro Aloysio Nunes Ferreira e o chanceler da Argentina, Jorge Faurie, assinaram uma declaração de cooperação nuclear empresarial. O objetivo é desenvolver tecnologia, além de aumentar a capacidade e competitividade do setor.

Com fins pacíficos, a cooperação ocorrerá a exemplo do trabalho feito com o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB). O equipamento vai permitir que o Brasil tenha autonomia na produção de um elemento relevante para o diagnóstico e tratamento do câncer: os radioisótopos.

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