O presidente Michel Temer (direita), o presidente paraguaio Horacio Cartes (centro) e o chanceler Aloysio Nunes participam de reunião durante a Cúpula do Mercosul, em Mendoza (Argentina). (Crédito: Divulgação Planalto)

O presidente Michel Temer (direita), o presidente paraguaio Horacio Cartes (centro) e o chanceler Aloysio Nunes participam de reunião durante a Cúpula do Mercosul. (Crédito: Divulgação Planalto)

Brasília – Durante a cúpula do Mercosul na última sexta-feira (21), em Mendoza (Argentina) o bloco convidou o presidente venezuelano Nicolás Maduro para discutir a crise política de seu país em Brasília. O movimento faz parte do novo passo feito pelo grupo que pode levar a aplicações de sanções contra Caracas.

No último mês de abril, os quatro países fundadores do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) constataram que houve “ruptura da ordem democrática” na Venezuela – que está suspensa do bloco – e descumprimento do Protocolo de Ushuaia (de compromisso com a democracia entre os integrantes).

“A partir daí, já era possível dar o segundo passo do procedimento previsto no protocolo para aplicação das sanções, o das consultas aos estados-membros ao estado venezuelano”, explicou o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira.

A decisão de propor uma reunião de Maduro na capital brasileira é pelo fato de que o Brasil exerce a presidência pro tempore do Mercosul. “O que o protocolo de Ushuaia prevê é a suspensão dos direitos de participar dos órgãos decisórios do bloco e a suspensão de seus direitos e obrigações resultantes dessa participação”, reforçou o chanceler.

“Quanto ao Maduro, é preciso aguardar que ele manifeste depois de ser informado da decisão tomada em Mendoza, o que ocorrerá já nesta segunda-feira, por intermédio do embaixador brasileiro em Caracas”.

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