O chanceler Aloysio Nunes (centro) participa, com representantes do Mercosul e Coreia do Sul, de lançamento das negociações para um acordo de comércio, em Seul. (Crédito: Divulgação)

Brasília, com Agência Brasil – Os ministros Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores) e Marcos Jorge de Lima (Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil) começaram nesta sexta (25) as negociações para um acordo de comércio entre o Mercosul (bloco econômico que reúne Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela) a Coreia do Sul. O entendimento foi firmado durante reunião em Seul entre o governo sul-coreano e representantes dos quatro países do bloco latino-americano. O diálogo deve se intensificar no segundo semestre.

“Nós queremos que o nosso PIB (do Mercosul), que hoje, no seu conjunto, tem mais de USD 3 bilhões, possa ser ainda maior com a dinamização do nosso comércio e também com novos investimentos. Já temos a presença de investimentos coreanos muito importantes em nosso país. O Brasil, que no ano que vem completará 60 anos de relações diplomáticas com a Coreia, sabe o quanto os investimentos coreanos são importantes para o nosso progresso econômico e o bem-estar no nosso povo.”, disse o chanceler brasileiro.

O acordo envolve o comércio de bens, serviços, compras governamentais, propriedade intelectual, comércio eletrônico, investimentos, desenvolvimento sustentável e competição. “Trata-se de um passo significativo para aprofundar as importantes relações entre os Estados-Membros do Mercosul e da Coreia do Sul”, informaram em comunicado conjunto, emitido após a reunião, os representantes dos governos de Seul, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

“Reforçar os vínculos através de maiores fluxos de comércio e investimentos é uma expressão do nosso interesse comum na prosperidade, e do nosso compromisso pelo livre comércio e mercados abertos”, acrescenta o documento.

A Coreia do Sul é o 13º destino das exportações brasileiras e o quinto principal país de origem das importações. As exportações brasileiras para a Coreia do Sul são compostas principalmente de produtos básicos, como minérios, milho, soja e algodão, seguidos de manufaturados e semimanufaturados.

O Brasil importa da Coreia do Sul principalmente os chamados manufaturados, como máquinas, automóveis, plásticos, veículos para vias férreas, produtos farmacêuticos e instrumentos de precisão.

Pelo Mercosul, além do chanceler e Marcos Lima, participam das negociações o secretário de Relações Econômicas Internacionais do Ministério de Relações Exteriores e Culto da Argentina, Horacio Reyser, o ministro de Relações Exteriores do Paraguai, Eladio Loizaga, o chanceler do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa. A Coreia do Sul é representada pelo ministro de Comércio, Indústria e Energia, Hyun Chong Kim.

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