Os chanceleres Sergei Lavrov (Rússia) e Aloysio Nunes Ferreira (Brasil) na ONU, em Nova York. (Crédito: Divulgação)

Os chanceleres Sergei Lavrov (Rússia) e Aloysio Nunes Ferreira (Brasil) na sede das Nações Unidas (ONU), em Nova York. (Crédito: Divulgação)

Nova York, com Agência Brasil – O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, disse nesta quinta-feira (21) em Nova York, depois de um encontro com o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, que a Rússia tem interesse em participar das obras de conclusão da usina nuclear de Angra 3 e de licitações do pré-sal. Segundo o ministro, a Rússia tem a tecnologia necessária e já há uma empresa que demonstrou interesse em participar do projeto.

No encontro, Brasil e Rússia também assinaram um acordo para a criação de centros culturais da Rússia no Brasil e trataram da questão da Venezuela. O chanceler brasileiro demonstrou preocupação com a ruptura democrática e o fluxo de migrantes venezuelanos que se dirigem ao Brasil.

“Nossa posição continua ser a de favorecer uma solução pacífica, dialogada, tendo como interlocutores os próprios venezuelanos. Consideramos que a pressão internacional contribui”, disse o chanceler brasileiro.

O ministro também se reuniu com ministros das relações exteriores da Indonésia, do Japão, do BRICS (bloco formado pelo Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul) e do IBAS, fórum que reúne Índia, Brasil e África do Sul e que, segundo Aloysio Nunes, deve ser reativado.

Com a ministra das Relações Exteriores da Índia, Sushma Swaraj, o tema foi aumentar para dois mil o número de itens que são comercializados com preferência tarifária entre os dois países. Aloysio Nunes convidou o primeiro-ministro do país, Narendra Modi, para visitar o Brasil, e, segundo ele, a visita deve ocorrer no ano que vem.  No encontro com o chanceler japonês Taro Kono, o ministro brasileiro recebeu a notícia do apoio de Tóquio à entrada do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Em reunião com o Grupo de Lima, formado por Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru, para tratar da crise humanitária na Venezuela, os ministros discutiram as negociações para mediar a crise na República Dominicana e também o anúncio eleições regionais para governadores no dia 15 de outubro, processo que vinha sendo postergado pelo governo desde dezembro do ano passado, mas que foi confirmado no último dia 11 de setembro.

Segundo o ministro, a Mesa da Unidade Democrática, coalizão de partidos de oposição da Venezuela, comunicou ao Grupo de Lima que quer manter o diálogo com o governo, mas segundo, o ministro, o diálogo precisa ser “de boa fé”.

“Para que o diálogo seja de boa fé, é necessário que o governo venezuelano apresente, ponha sobre a mesa fatos concretos que levem a acreditar no seu real desejo de resolver, de que esse diálogo seja efetivo, como a libertação de presos políticos”.

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